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1.12.04

sorrisos que partilho...


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30.11.04

E já agora, Sr. Presidente, que tal aproveitar a onda de bom senso e demitir-se?

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21.11.04


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19.11.04

Devido a uma história familiar traumatizada com a palavra “cancro”, conheço bem o mundo das endoscopias, colonoscopias, mamografias e biópsias. Tenho certos cuidados (à parte o hábito de fumar) que foram criados pelo peso de poder ser mais uma causa de sofrimento para a família. A tão sofrida família. “Cancro” é uma palavra dolorosa e com a qual não se brinca neste seio. Cresci com isso. Com esse peso. Com o peso de saber que não posso ser mais uma vítima. Peso comum a qualquer pessoa, mas acrescentado àqueles que partilham genes comigo.
Há uns meses morreu o pai de uma amiga minha. Depois de passado algum tempo, disse-lhe hoje, no tom mais leve que consegui arranjar: “Devias fazer uma colonoscopia todos os anos. Esse é dos cancros mais hereditários que existe.” A resposta foi em tom impotente: “Eu sei. O meu avô morreu com isso. Por isso é que o meu pai fazia uma de seis em seis meses. Serviu de muito não foi?!” Lembrei-me de umas palavras que uma tia (e muitas outras tias) repete frequentemente e me irritam muito – O que tem de ser tem muita força!
Somos, de facto, impotentes perante a força que nos rege.

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15.11.04

49%

A ver a galeria de fotos
(via A embriaguez da metamorfose)

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11.11.04

"Exmo. Sr. ou Sr.ª:
Vem isto a propósito do caso Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Nasci e tenho vivido num pequeno concelho (Pombal) do Litoral-Centro Distrito de Leiria). Não milito em nenhum grupo partidário. Sou um simples cidadão nascido seis anos antes do 25 de Abril de 1974. E como cidadão, ingénuo a pensar que haveria liberdade de expressão e de opinião, criei em Julho passado um "blog" na Internet que pretendia ser um espaço de reflexão e de debate de ideias, com críticas construtivas, sobre o que está a acontecer na minha Terra. Nomeadamente sobre a actividade da respectiva Câmara Municipal e outras instituições. Esse "blog" num espaço de dois meses registou mais de 6.700 visitas, tendo sido comentado em grande número por outros cidadãos/munícipes. A respectiva autarquia, presidida pelo social-democrata Eng. Narciso Mota, nunca usou o princípio do contraditório. Apesar de reconhecer que alguns dos temas abordados tinham a sua veracidade, alterou alguns procedimentos, dando razão ao que por lá se escrevia. Reconhecendo que o "blog" era incómodo para o Poder (leia-se, Câmara Municipal), o senhor presidente entendeu que a melhor forma de usar o "contraditório" era acabar com o mesmo. Vai daí, entrou em contacto com a direcção/administração da empresa onde eu trabalhava e denunciou a sua existência, fazendo ver que o "blog" era "gerido" em horas de expediente. A direcção da empresa de imediato, e justificando que aquela situação lesava a relação institucional com a Câmara Municipal, até porque necessitava desta para legalizar algumas situações pendentes, despediu-me. Isto, não argumentando com falta de profissionalismo ou de produtividade. Mas sim, porque o senhor presidente da Câmara assim os contactou para o efeito. Esclareci a situação e comprometi-me a eliminar de imediato o "blog", o que foi feito e aceite. Precisamente um mês depois, e pelo meio alguns encontros realizados entre o presidente da Câmara e a direcção/administração da empresa, fui novamente confrontado com o despedimento. E perante duas opções: instauração de processo disciplinar ou demissão voluntária, optei pela segunda. Ou seja, a intervenção do senhor presidente da Câmara Municipal de Pombal neste processo é um facto. Tanto o é que um dos seus vereadores afirmou perante algumas pessoas "já acabámos com o blog". Esta situação é notoriamente idêntica à que aconteceu com o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Na sua proporção, obviamente. Mas, com um senão. O meu futuro. Estou desempregado, com duas crianças de 20 meses para criar, casa e carro para pagar. E esposa também desempregada. E tanto mais que, ainda há dias, ouvi da boca de um eventual empregador: "reconheço que és a pessoa indicada para o meu projecto, mas quando o senhor presidente da Câmara soubesse, caía o Carmo e a Trindade. E eu não quero ter problemas com esse senhor".
É triste que 30 anos depois de uma revolução, ainda haja quem de uma forma nojenta e vergonhosa, censure as vozes discordantes para que estas não expressem livremente as suas opiniões.
Com os melhores cumprimentos
Atentamente
Orlando Manuel S. Cardoso
Rua Paul Harris, nº 13 - 1º Esq
3100-502 Pombal
Telef.: 236213594 - 936354363
E-mail: orlando.cardoso@zmail.pt "

Já tinha visto esta carta num blog qualquer. Parece que anda a circular também por e-mail. Já me calhou a vez de recebê-lo. Parece inacreditável, mas encontrei um artigo que fala desse mesmo assunto. Podem vê-lo aqui. O dito blog podem ver aqui.
Por muito que saibamos que este tipo de poder censor ainda existe, estes casos ainda provocam espanto. Talvez por não querermos aceitar a realidade. E assim, de cada vez que ouvimos casos destes, fingimos que cada um é uma surpresa e não poderíamos imaginar que tal coisa ainda pudesse acontecer.
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4.11.04

Às voltas com a Legislação Portuguesa, descobri que existe uma Portaria (nº 1223/2001, de 24 de Outubro) que determina normas relativas ao uso de livro de reclamações para utentes de agências funerárias.
Já tinha ouvido falar de leis estranhas, mas desta ainda não...
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